dimarts, 28 d’abril del 2015

PORNO POEMA NA PORTA DOS FUNDOS PROFUNDOS QUE A TERRA TREMA NO VULVÁRIO QUE É BERÇÁRIO ORIGINÁRIO É UM POUCO ORDINÁRIO?PORNO POEMA NA ZINCADA NAU CATRINETA ONDE TAL É A FOME QUE ATÉ SE COME A NETA É UM PORNO POEMA MANETA EM QUE A TERRA TREME ATÉ QUE PROMETEU SE NÃO METEU QUE O META COM A CANHOTA OU SE É IDIOTA QUE DÊ A MÃO MAS NÃO PROMETA DIREITO DE PERNADA BEM DADA A PERNETA

e no abril SENIL a terra tremeu ó TESEU..... PROMETEU COM A ESQUERDA METEU COM A DIREITA E ...PROMETEU ATÉ DEU E QUE A TERRA TREMA NO TEU PORNO POEMA ,,,NA LISTA M TEM MANAS COM MAMAS E NO TAU TAU GREGO TU TE IRMANAS Ó CABRAL BRUTAL DAS ARRIFANAS ....NUNCA TENTARÁS A ESQUERDA É PERFEITO NÃO LHE DÁ MUITO JEITO JÁ COM A DIREITA VEM CÁ MEU BEM A DIREITA LHE ASSENTA BEM TAMBÉM OU DIREITO NA DIREITA SE ASSENTA BEM NINGUÉM ? TODO O MUNDO ACHA NORMAL QUE NA DIREITA SE FAÇA A MASTURMAÇÃO PERFEITA ESCORREITA ...FAZER PUNHETA SOCIALISTA NA GAVETA ATÉ PODE SER PORRETA ....É QUESTÃO DE APRENDER ..A FODER SEM FEDER

Vinho Rrn Kkkkkk
  •  vinho? tem nome de cachaça não?

  • Vinho Rrn Kkkkk msm nome que o seu
  • Álvaro Sêguro da Costa ué eu não sou pedido em restaurante moço

    Álvaro Sêguro da Costa em boteco aqui não se pede um copo de seguro nem uma caneca de costa nem um canjirão de álvaro né ....seu canibal... afinal seu vôvô comeu o meu ...e se fodeu o meu era judeu ...esta é repetida no estado islâmico não decapite vinho ...

dimecres, 25 de març del 2015

LUTA INGLÓRIA Junho de 1917. Masso a passo, inevitavelmente, caminhamos para -*• um desastre interno. A última crise política solucionou-se a favor dos inimigos da guerra. Um ministério partidário nesta conjuntura não pode governar em Portugal. É o mais desastroso erro político para a vida nacional. Primeiro defeito saltando aos olhos: a organi- zação do ministério. Alguns daqueles nomes nem os mesmos partidários julgam neste momento com arcaboiço para investidura tamanha. O Presidente do Ministério tem a atenção focada sobre tão alto escopo, que não enxerga as misérias cá de baixo. Nem o suspeita, estou em crer. Do contrário não se julgava com abastança para substituir a pou- quidade governativa dalguns dos seus colegas. Ao menos os nomes desses ministros deveriam conciliar o maior número de simpatias públicas. Desde logo se oferecia meflos corpo ao ataque. 44 Memórias da Grande Guerra Não aconteceu tal, e compondo-se o . ministério com alguns nomes excelentes, outros ali há dos que mais irritam uma boa parte da opinião. E assente, por hipótese, a necessidade dum ministério partidário, dado que ao partido demo- crático caiba governar neste momento, iremos de- sacreditar com o organismo político que mais defendeu a guerra a própria obra da nossa parti- cipação. — É o mais forte, — dirão. Nós vamos mais longe. É a grande força organizada da Repú- blica; constitui, por assim dizer, a sua coluna vertebral. Atirar-lhe golpes é, alem de prejudicar aquela alta missão, atacar a própria estabilidade do regimen, no seu eixo vital. Exagero? ^Onde o governo capaz de solucionar pelo menos os pro- blemas de urgência? O equilíbrio na vida econó- mica nacional desfez-se de há muito e não há quem tenha a força de promulgar as medidas ra- dicais que o refaçam. Resultado: já em Maio este governo houve de vencer um conflito muito grave e novo no género: os assaltos em massa aos es- tabelecimentos de víveres, qualquer coisa como a revolução da fome, mas com plano e organização secretas. Desmandos, violências, mortes, suspensão de garantias. O governo teve de empregar a for- ça; e esse facto acarretoU-lhe fortes antipatias nas classes populares. Mais um desastre a somar-se a uma longa série deles, pouco a pouco acumulados. Nós pregamos no Parlamento a necessidade Luta Inglória 45 de estabelecer entre governantes e governados a mais estreita solidariedade. Um dos meios a em- pregar seria a propaganda. O governo chegou a reconhecer essa necessidade, mas tarde. Pois nem mesmo assim teve força de a utilizar. A projectada revista que eu e João da Rocha fôramos chama- dos a dirigir, nunca chegou a aparecer. Em parte por incúria do governo e maiormente porque os factos começam a pesar mais que a vontade dos homens. Como pode, pois, um governo partidário, seja qual fôr, estabelecer agora essa solidarie- dade com a nação?! Agora que deixaram desorientar a opinião pública?! — As forças que se opõem ao governo. não teem valor. Não tem cada uma de per si, para uma acção definitiva. Mas unidas, sabe-se lá? Entrem em li- nha de conta com um povo cançado, faminto e por demais desorientado. Dentro do partido democrático w e particular- mente no seu grupo parlamentar, muitos homens começam a ver" o perigo. Nós pertencemos a esse número. De princípio hesitamos em dizê-lo clara- mente na reunião do governo com os parlamen- tares. A prosápia partidária, as hegemonias cria- das, a passividade de muitos hão de lhe opor-se. Depois, aparecem logo a insinuar-se: indisciplina, traição, ambições. Mas a consciência do dever afronta a idea das possíveis suspeitas que hão de 46 Memórias da Grande Guerra lançar sobre nós dentro do próprio partido. E pouco a pouco o pensamento ganha forma. Nas- ceu na própria Câmara dos Deputados duma conversa entre mim, José Ferreira da Silva e An- tónio da Fonseca. Assistia um amigo comum — o jornalista Herculano Nunes, redactor da Câmara dos Deputados, que, entrevendo a mesma verda- de, apoiava as nossas intenções. Aí assentamos em que se devia entregar ao chefe do governo um documento enunciando em poucas mas firmes palavras as nossas reclamações e propósitos. Sabíamos pelas conversas dos Passos Perdi- dos que muitos outros deputados dentro do par-' tido eram da mesma opinião: João de Deus Ra- mos, Ramada Curto, João de Barros, Artur Leitão, Francisco Trancoso, Sousa Rosa, Alberto Xavier, João Camoesas, Lúcio de Azevedo, etc, etc. Houve uma reunião em casa da António da Fonseca, a que assistiram alguns deles, e aí ficou assente entregar ao Dr. Afonso Costa uma. men- sagem expondo e fundamentando claramente as nossas disposições e assinada por todos aqueles deputados. Excluir-se iam apenas, ê de propósito, os nomes dos dois marechais que na ocasião dis- cordavam da conduta governamental, mas que podiam dar ao nosso movimento, com a sua chan- cela, um carácter de scisão partidária, falsa idea, que sistematicamente importava arredar. Eram eles o Dr. António Macieira e António Maria da Silva. Luta Inglória 47 A mensagem, que chegou a estar assinada por vinte e tantos nomes, rezava assim: Ex. mo Sr. Presidente do Ministério: Os deputados signatários, reconhecendo a gra- ve situação política e económica, traduzida pelas queixas, reclamações e inquietações da opinião e da imprensa, convencidos da necessidade de obter a confiança e a cooperação da maioria do país, para atender às urgentes preocupações do mo- mento e assentar as bases do ressurgimento na- cional, cuja aspiração é para todas as angústias presentes o alento e a força; certos de que só no respeito da verdade e da livre opinião pode a de- mocracia portuguesa encontrar as soluções úteis aos interesses nacionais; vêem comunicar a v. ex. a que estão no decidido propósito de apoiar o seguinte programa político: Constituição imediata de um governo nacional em que ''sejam representadas, quanto possível, as correntes partidárias e as classes produtoras, de modo a asse- gurar às medidas governativas o apoio da- queles a quem compete a sua realização. Esclarecimento público por parte do go- verno, de um modo sistemático e quanta possível completo, das questões nacionais, como base indispensável da colaboração 48 Memórias da Grande Guerra de todos e justa condição dos necessá- rios sacrifícios. Estudo e revisão dos problemas actuais, particularmente no que respeita ao esforço militar português e às garantias ou com- pensações internacionais correspondentes, em harmonia com a necessidade impres- cindível de assegurar a vida financeira do país e de promover, desde já e mesmo à custa de imediatos sacrifícios financeiros, o seu desenvolvimento material e moral. Ao fazer a v. ex. a esta comunicação, julgam os deputados signatários cumprir o que neste mo- mento é o seu mais imperioso dever; e tão evi- dente que supõem adquirida, para os fins supe- riores que se propuseram, a cooperação de todos os que, como v. ex. a , inspiram os seus actos no interesse supremo da Pátria e da República. Lisboa, 15 de Junho de 1917. Como este documento tinha um ar de comi- nação delicada, na previsão extrema dum conflito aberto no próprio Parlamento, resultando numa divisão de opiniões, um dos deputados signatários encarregara-se de sondar os unionistas sobre a possibilidade de se formar aquele governo nacio- nal com a sua cooperação. Não era nosso desejo atingir aquele fim por tão violento meio, mas, se o conflito das opiniões lavrasse até aquela assem- O Cristo de Neuve-Chapelle Memórias da Grande Guerra Luta Inglória 49 bleia, e que outrem o aproveitasse para uma mo- ção de desconfiança, redundando na queda ines- perada do governo, melhor seria prevenir a tempo os inconvenientes que uma crise súbita poderia acarretar... E o António da Fonseca conversou longamente com o sr. José Barbosa nos corredo- res da Câmara. As impressões colhidas, ao que parece, não eram boas. O snr. Dr. Afonso Costa, por certo informado dos nossos intentos, antecipou-se e provocou a questão em reunião do grupo parlamentar, deci- dido a fazê-la abortar. No dia seguinte àquele em que o choque se esboçara eu, que tinha em meu poder a mensagem, resolvi entregá-la em plena reunião do grupo par- lamentar, e isso mesmo comunicara a alguns dos signatários. Ali, antes de abrir a sessão, recebi uma carta do António da Fonseca, pedindo-me,' por motivos que depois explicaria, sustasse o meu propósito. Como o documento me não pertencia exclusiva- mente, acedi, contrariado. Esclareceu depois a con- veniência de que êle comportasse outras assinatu- ras dalguns deputados, que ainda o não tinham feiío por estarem ao tempo fora de Lisboa. Assim a luta veio a travar-se, mas com outro aspecto. Adivinhados os nossos intentos, e tornada , imperativa na consciência de muitos a primeira resolução, cada um, tratou de pôr o problema a seu modo. E ao abrir a sessão do grupo, João de 50 Memórias da Grande Guerra Deus Ramos, um dos deputados, em cujo espírito aquele pensamento mais se radicara, tomou a idea da formação dum ministério nacional e lançou-a corajosamente nesta moção que largamente de- fendeu: «A maioria parlamentar, reunida em sessão extraordiná- ria para apreciar a situação política; Ponderando as graves dificuldades com que o actual go- verno está lutando, e lutará cada vez mais, para manter com segurança e inalterável regularidade ó bom nome português na frente da batalha, e, sobretudo, para conservar interna- mente a nação em sacrificada e serena espectativa; Considerando que muitas dessas dificuldades poderiam desaparecer, ou diminuir de importância e gravidade, se o go- verno, em vez de ser partidário — embora fazendo política nacional — fosse um governo caracterizadamente nacional, em que tivessem representação todos os partidos republicanos e ainda outros elementos extra-partidários, de reconhecido valor económico e social, que acatem a bandeira da República; Reconhecendo a necessidade duma urgente solução que dê absoluta garantia de tranquilidade ao país, e de que os actuais ministros das finanças, da guerra e dos estrangeiros possam ter assegurada a sua acção governativa enquanto du- rar o conflito internacional; Resolve nomear uma comissão, composta de dois sena- dores e três deputados, para tratar com as minorias parlamen- tares e as oposições partidárias a formação dum governo na- cional. > Depois eu, Ramada Curto, Alberto Xavier, Francisco Trancoso e António da Fonseca falámos todos, uns defendendo a moção, outros declarando ideas, forçadas por ela....spanha... Rolamos pela planície imensa e calcinada. Tarde de Castela-a- Velha. O sol caiu. A planura ensombrada engasta-se no fundo arco do poente, violeta e rosa-pálido. Para aiêm, ao norte, o espaço é turvo e ardente; lavram nuvens de fogo, rolos de fumo: letibra um incêndio na savana. E na dramática paisagem, longe, no céu alto, só Vénus brilha, — sigla heráldica em campo azul e lilaz, encimando a terra de Portugal. Manhã clara, estamos nas Delícias. Descança- mos na cidade, — Madrid monumental, opulenta e esfaimada, torva de ódios, — seio de estátua, de- vorado por um cancro. Ao sol de Agosto, exala encanto e violência. Uma corrida aos Museus. Depois partir, partir de novo. À despedida tenho o Feliz de Carvalho, cônsul, que sempre me acompanhou, e os rapa- zes da embaixada, gentilíssiinos. Lá sigo.E cá dentro, na visão dos painéis, o 60 v Memórias da Grande Guerra coração da Espanha arde: o Greco delira, no seu pesadelo místico, em labaredas de tinta soturna; Velasquez, clássico e realista, bruxo adivinhando os tempos, pinta com o sangue e a lama da vida; Goya, de olhos em braza, desnuda sobre coxins violetas, a pinceladas de luxúria, o corpo maravi- lhoso da Maja; e Pradilla ergue, a manchas trá- gicas, à luz das tochas, a meio da sombra, do vento e da planície, e entre os fidalgos olhos deso- lados, o fantasma de Joana, la Loca, em frente ho féretro do amante.' Acima, acima. . . Galgamos a noite e o espaço. Amanhecemos sobre os Cantábricos, e, a rolar desfiladeiros, paramos em San Sebastian. Grande festa do Oceano, risos da gente e da espuma, com romeiros de toda a nação. Ao alto, o monte Iguel- do, último assento â% anfiteatro das cordilheiras e no extremo das duas pátrias, olhando a prumo o Mar de Biscaia, em vertigens de abismo. E estamos na França. Amigos, o contraste arripia. Esta gente sangra. Em Hendaia recebe- -nos a primeira parada de faces pálidas, cavadas de emoção. Um pouco acima estamos em Biarritz. Praia de mutilados e cruzes de guerra. As mães e as amantes trouxeram para ali os seus grandes doen- tes. ...E até o Mar está mais sério. Voamos de novo através da noite; e de ma- nhã saltamos na gare d'Orsay. O Melo Barreto Em Viagem 61 espera-me. E nas poucas horas, forradas ao seu grande labor da comissão económica, é o mais fraterno e solícito dos camaradas. Deambulamos » as ruas, à cata de emoções. Paris pode mudar no aspecto. Mas na essência múltipla e profunda é sempre igual a si mesma. Obra de génio dum povo, encarnação máxima de beleza e espírito, as mudanças do tempo podem decrescer ou avivar-lhe a chama; não lha extin- guem. Trouxe-lhe a guerra esta vantagem: as lá- grimas lavaram-lhe tanto a pintura da face que a alma ficou a nú. O aspecto, sim. Mutilados, doentes, cruzes de guerra, um aparato internacio- nal de fardas, e luto, muito luto: uma cidade em crepes. Em espírito é a mesma. A grande cidade sofre. E sofre, porque ama. Ama sempre. Demais Paris proclamou de há muito os Direitos do Homem e os Direitos do Amor. E como ama, assim, orgu- lhosa de amar, nós outros lá de baixo estranha- mos, porque na Península inda não arrancamos esses Direitos à viciação católica. Vi o beijo das epidermes; mas vi também o beijo das almas. Uma tarde, cortando o Jardim das Tulherias, aproximei-me do Théatre de Ver- dure. Ao mesmo tempo chegava num carro longo, ligeiro e alto, como o das crianças, impelido a mãos, um grande ferido de guerra, com a Cruz e a Legião, marcando a farda. Vinha deitado, o corpo envolto, entremostrando o peito e a face. 62 Memórias da Grande Guerra Devagarinho... devagarinho... Como vem tão branco e macerado!... Prende-o de certo à vida a esperança de Lázaro no sepuicro: só um piedoso milagre pode ressuscitá-lo. O carro chega; e logo a multidão que assiste ao espectáculo se afasta a abrir-lhe lugar. Os homens descobfem-se. Um si- lêncio religioso em volta. E depois, uma mulher que o acompanha, alta e formosa, senta-se ao la- do; ficam ali. E, longo tempo, o olhar dela, um olhar que estreita, oscula e embala, fita-se nele, sem despregar, como se esperasse, por milagre de amor, uma influição transcendente, a sarar-lhe o grande mal. Museus fechados. Um pedaço do Louvre e ou- tro' do Luxemburgo, apenas visíveis. Mas vamos daí a Notre-Dame. A catedral é, a seu modo, em pensamento pro- fundo e exuberância polimorfa, a imagem de Pa- ris. Negra e enorme, vista de frente pela fachada alterosa, — que em baixo se cava no triplo envasa- mento dos portais, logo arrendada acima pelo fri- so dos nichos; e após levanta meio corpo; e se alça de novo na galeria das arcadas subtis, para se coroar das duas pesadas torres, — a ciclópica mole apavora e deprime, despenhando-nos, sú- bito, pelo contraste da relação visível, na condição misérrima do grão de areia. Ruiu toda a arquitectura anterior da vida, e esmaga-nos, tamanha a sua imponência, aquele brusco alçado refulge, sob a torrente do sol, no meio dia das cores, a mina das pedrarias, — rubis, turquezas, esmeraldas, engastadas em fogo e crúos; logo acima, contra a paleta frouxa das rosáceas, o jorro da luz arcoíriza-se nas mil tintas esmaiadas da ante-manhã e do ocaso, — róseo, safíreo, rúbido, aviolado; té que nos altos da abóbada e dentre os intercolúnios, um luaceiro místico se côa, — esteira de as"as níveas, confinando as gelosias cimeiras com os áditos do Céu..

Tudo quanto expresso estava na mensagem 
se expôs e defendeu com desassombro. 

Disse eu então, e não o esquecerei, ser convic- 
ção minha que aquele governo, continuando no 
-poder e dentro da mesma política, terminaria com 
uma revolução, pois, a acrescentar a todas as di- 
ficuldades anteriores e vícios ingénitos do gover- 
no, o sr. Dr. Afonso Gosta, chefe dum partido 
radical, sem a coragem de enfiar pelo caminho 
que esse título lhe impunha, esquivando-se a de- 
liberar as medidas financeiras imprescindíveis, 
como o lançamento de impostos sobre os lucros 
de guerra, fazia entre as classes conservadoras e 
as populares uma política de equívoco, toda de 
puro dano, porque poupava os inimigos irredutí- 
veis e distanciava-se dos únicos capazes de lhe 
dar apoio. Noutro sentido era acanhada a sua po- 
lítica financeira: fechando-se a todas as despesas 
sem imediata e restrita aplicação à guerra, desde- 
nhava as medidas capazes de nos apetrechar ma- 
terial e moralmente para colher os frutos do nosso 
esforço, acabada a luta europeia. 

Para a formação do ministério nacional pieco- 
nizávamos a entrada de representantes não só dos 
partidos republicanos, como das classes operárias, 
indo eu até pronuneiar-me pela entrada no minis- 
tério dum católico, dtfs que se afirmavam neutros 
em matéria política. Um governo assim teria a 
confiança da nação e ainda, quando os unionistas 
teimassem no seu alheamento, com a representa- 



52 Memórias da Grande Guerra 

ção restante êle tornava, só por si, impossível 
qualquer tentativa revolucionária. Eram necessá- 
rias pesadas concessões? Tudo era preferível à in- 
tranquilidade e à perspectiva dum desastre interno. 

Mais ou menos todos defendemos estas opi- 
niões. 

O snr. Dr. Afonso Costa ouviu-nos até ao 
fim de boca cerrada e viseira sombria. E ora o vereis 
que se ergue e se lança ao ataque, tomando uma a 
uma as suas melhores armas, lento, calmo, arro- 
gante, até despedir sobre nós o raio fulminatório. 

Descobrira o ponto vulnerável: uma démarche, 
de nossa iniciativa, para a formação do governo na- 
cional, representava um cheque no governo e no 
partido e eram a sua confissão pública de incapaci- 
dade e desautoração suprema, dadas as responsabili- 
dades gravíssimas assumidas no problema da guerra. 
E com o seu esplêndido poder dialéctico, a danosa 
prática do foro (àquela hora já os jurados haviam 
de estar seguros) e a educação de esgrimista, in- 
sistiu no ponto fraco, deu-lhe proporções capazes 
de esconder tudo o mais, levou-o, por hipótese, 
até às piores consequências, e, chegado ao ponto 
culminante em que o auditório se deslumbra e o 
inimigo jorra sangue, ataca-nos então de frente, 
apoda-nos de descrentes, indisciplinados, a doença 
do partido, e de tal forma empolga a assemblea 
que os próprios rebeldes de há pouco deixam 
cair as armas e já lhe pagam, humílimos, tributo 
de apoio e aplauso. Um confessa-se vencido e 



Luta Inglória 53 

convencido, outro entrega-se com armas e baga- 
gens, e até o Ramada Curto, que pronunciara nas 
vésperas um discurso formidável conclui afirman- 
do-lhe que o conflito tivera uma vantagem, — 
mostrar mais % uma vez e duma maneira irrefragá- 
vel a sua superioridade sobre todos os outros. Era 
verdade. Tinham sido vencidos os liliputianos. 

Tentei ainda resistir: que ele versara apenas 
um lado da questão, que se o meio não era o me* 
lhor, era o propósito excelente, levantei os epíte- 
tos depreciativos... Mas que importava agora? 
Acutilava sozinho em meio da debandada final. 
Era forçoso curvar-me. Nenhum de nós tinha pul- 
so para a funda de David; nem do coração da 
arraia brotava o arrojo dos fundibulários. Toda a 
gente mesmo se erguia fatigada. Findara o torneio. 

E era de ver o vencedor radiando alegria triun- 
fante. Abraços, cumprimentos, risos. E, ao cortar 
a sala, ei-lo, pára na minha frente, poisa-me a 
mão no ombro e sai-lhe, na efusão da vitória, a 
modos de balanço final: 

— Este é o mais ingénuo. . . 

Juizo profundo, que, excluindo, é lato e tenta, 
com as molas próprias, compor a engrenagem da 
máquina inteira. 

Eu volto: 

— Agradeço-lhe do coração: não podia di- 
zer-me palavra mais lisongeira.' 

Em verdade vos digo: alguma razão lhe dou. 

Oxalá êle não venha também a dar-ma. 



EM VIAGEM 



Agosto de 1917. 

Restes últimos seis meses voltei a ser estudante. 
*~ ' - Como, desde a formatura, há mais de sete 
anos, não exerço a profissão, posto assim ao abri- 
go da lei que isenta todos os médicos, em condi- 
ções tais, do serviço militar, refaço nos hospitais 
a minha educação médica.' Pois que sou voluntá- 
rio, valorizo a oferta e justifico a lei. 

Também o meu recente fracasso, esfolhando- 
-me as ilusões sobre o proveito de lutar, desviou- 
-me do ring politico. Vencido, mas não con- 
vencido, continuo, todavia, na minha atitude de 
protesto. O meu desejo agora é partir quanto an- 
tes. Além de que, como todos quantos rompem o 
círculo dos logros convencionais e vêem cá para 
fora dizer, como o garoto da lenda, que o rei vai 
nú, começo a convencer-me que sou de mais, 
assediam-me com suspeitas, oferecimentos equívo- 
cos e olhares desconfiados. 



Em Viagem 55 

Uf! No dia em que partir teremos todos um 
suspiro de alívio. 

Sim! eu permaneço na minha. Ainda agora os 
acontecimentos de julho, a greve da construção 
civil com todo o seu violento aparato, me levam 
a crer que estou na razão. O governo divorcia-se 
do povo, ou pelo menos duma parte dele. E tudo 
por estreiteza de visão. E por falta da verdadeira 
coragem. 

Parto. Chegou o dia. E na véspera vou despe- 
dir-me do ministro da guerra. Encontro-o no seu 
gabinete, à hora previamente marcada para me 
receber. 

O snr. Norton de Matos está na sua cadeira e 
finca sobre os joelhos as palmas das mãos, com o 
geito afadigado, que, até no repouso, guardam os 
homens activos. Uma grande sombra de cuidado 
arruga-lhe a fronte e os olhos. 

Digo-lhe o meu desejo de que a sua elevada 
missão possa alcançar o termo vitorioso, sem gran- 
des esforços. Cala-se. Tem um momo de quem 
duvida, e logo me diz claramente o seu receio, 
acabando à laia de comentário: 

— Não; isto não se leva com panos quentes. 

A seu vêr, requeria-se uma política mais deci- 
dida e radical. E a sombra, feita 'de cansaço e 
preocupação, alastra dos sulcos da fronte a toda a 
cara. 

Despeço-me. Apertamos as mãos. 

À saída vou também dizer adeus ao Tejo, que 



56 x . v Memórias da Grande Guerra » 

\ 

f>si"aif vai na frente. Engolfo a vista, ao largo, sobre 
o vasto estuário do Rio, todo a turqueza azul e 
espumas irizadas. . 

Belo rio! Bela terra!... Mas por que demónio, 
desde sempre, mal um homem alevanta ombros 
fortes sobre a turba-multa dos derreados, logo a 
matilha dos ódios arreganha colmilhos à sua volta? 

Sim! os seus ombros são válidos e isso ama- 
chuca os homúnculos de espinhela caída. 

Aquela sombra, que eu lhe vi no rosto, anu- 
via-me também por dentro. 

E começo a recompor, traço a traço, a sua 
obra e figura. 

O seu vulto, só por si, exala esforço contido. 
Meão, entroncado, a gorja curta c. larga, o gesto 
brusco, e, na máscara dura, os. olhos graves e quási 
tristes das aves de presa. Sobre isto uma correcta 
distinção; monóculo. 

Todo êle é um imperativo de energia máscula. 
Não descansa. Trabalha no seu" gabinete pela noite 
dentro até altas horas; ao começar a manhã, volta, 
indomável, à faina. 

Homem para agir, é-lhe penoso falar. Mas» 
quando fala, na própria rudeza da frase, excluindo 
todo o artifício, palpa-se a sinceridade. Se o ata- 
cam, assemelha-se a um grande pedreiro irado, 
que interromperam na obra: argumenta com as 
mesmas pedras que tem na mão, ou brande os 
punhos fechados no rasgo sacudido de quem 
abate um camartelo. Então, lembra certas estátuas 



4/ 




Uma cara das trincheiras 
(o alferes miliciano Carneiro Franco) 



Memórias da Grande Gierra 



\ 



Em Viagem 57 



de Rodin, cuja figura vaga e áspera a custo ar- 
ranca na massa do mármore. 

Arrebatado, excede-se nas virtudes, até os seus 
defeitos. 

E, sendo, em meio lamecha e torvo, como o 
nosso, por demais agreste para aliciar simpatias, 
inevitavelmente fere e irrita na sua passagem. 
Quem tiver alma de o compreender assim, em blo- 
co, admira-o e estima-o; de contrário, detesta-o. 
Cercam-no ódios terríveis e caluniam-no, claro. 

Todavia este homem fêz isto: lançou na França 
um exército, — o núcleo máximo de energias que 
alguém podia arrancar à nossa anemia moral. 

E os senhores, que o deiráem, afirmavam em 
coro que a nossa cooperação na Europa era in- 
teiramente inviável, por absoluta carência de tudo, 
desde os oficiais ao mais simples material de guer- 
ra. Procurando afundá-lo, não fizeram senão er- 
guê-lo. 

Dizem então agora: teve excelentes coopera- 
dores a auxiliá-lo. Teve alguns, é certo. Mas os 
que lhe opuseram a resistência passiva e a propa- 
ganda dissolvente, digam lá, não eram em maior 
número? 

— Esse corpo expedicionário tem defeitos de 
organização. 

Pudera! Pasma até que não seja mais. Pois os 
senhores procuraram fazer disto uma torre de Ba- 
bel e queriam que êle regesse lá dentro um or- 
feon? 



58 • Memórias da Grande Guerra 

Não; confessem: julgavam que as portas dos 
altos destinos nos estavam trancadas para sem- 
pre e eram inabaláveis. E quando o viram seguir, 
disposto a entrar, desataram a rir, arvorando a im- 
potência própria em dogma universal. 

Êle veio; meteu-ihe os ombros; e forçou-as. 
Depois ficou de sentinela, à entrada. 

E como de lá, do palácio aberto, vem uma luz 
de glória, mas de risco e morte, quantos o que- 
rem derrubar para saltar por cir«a e fechá-las de 
novo!... 

Lá fica ainda, mas com o rosto velado pela in- 
quietação. Vê-se melhor assim, à luz própria. 

No claro-escuro do tempo, que passa e o en- 
volve, lateja-lhe esforço, o vulto doloroso, — ca- 
riátide do grande edifício da guerra, a que êle pôs 
os braços válidos e a quadratura possante dos om- 
bros. Pôde ser — quem o sabe? — que os erros de 
todos e os crimes de muitos, socavando os cabou- 
cos, aluam sobre êle as pesadas muralhas. Mesmo 
assim ficará intacto sob os escombros. 

Embora os ventos do ódio se desencandeiem, 

a sua vontade foi tão ardente que não lhe apagam 

o nome. 

* 



Adeus, adeus, terra de Portugal! Farrapos de 
panorama, relâmpagos de beleza, entreluzindo 
pela janela do comboio. 



Em Viagem 59 

Adeus, Almourol, castelo encantado, escarpa 
de mistério e lenda, ilha de sonho na doçura do 
Rio . . . Constância de bruços entre o Tejo e o Zê- 
zere, nascendo do beijo das águas . . . Altp-Alen- 
tejo, planície de sobreiros, a perder de vista, ver- 
de-glauco de Mar... E tu, adeus, castelo de 
Marvão, sentinela da raia, ruina do tempo, mais 
cheia de alma, porque estás ao alto e no extremo, 
como os olhos na face. Adeus . . . 

Lá fica a terra natal! Digam que é pieguice... 
embora... mas isto dói cá DEntro. 

divendres, 20 de febrer del 2015

Pershing at the Front The General came in a new tin hat To the shell-torn front where the war was at; With a faithful Aide at his good right hand He made his way toward No Man’s Land, And a tough Top Sergeant there they found, And a Captain, too, to show them round. Threading the ditch, their heads bent low, Toward the lines of the watchful foe They came through the murk and the powder stench Till the Sergeant whispered, “Third-line trench!” And the Captain whispered, “Third-line trench!” And the Aide repeated, “Third-line trench!” And Pershing answered- not in French- “Yes, I see it. Third-line trench.” Again they marched with wary tread, Following on where the Sergeant led Through the wet and the muck as well, Till they came to another parallel. They halted there in the mud and drench, And the Sergeant whispered, “Second-line trench!” And the Captain whispered, “Second-line trench!” And the Aide repeated, “Second-line trench!” And Pershing nodded: “Second-line trench!” Yet on they went through mire like pitch Till they came to a fine and spacious ditch Well camouflaged from planes and Zeps Where soldiers stood on firing steps And a Major sat on a wooden bench; And the Sergeant whispered, “First-line trench!” And the Captain whispered, “First-line trench!” And the Aide repeated, “First-line trench!” And Pershing whispered, “Yes, I see. How far off is the enemy?” And the faithful Aide he asked, asked he, “How far off is the enemy?” And the Captain breathed in a softer key, “How far off is the enemy?” The silence lay in heaps and piles And the Sergeant whispered, “Just three miles.” And the Captain whispered, “Just three miles.” And the Aide repeated, “Just three miles.” “Just three miles!” the General swore, “What in the heck are we whispering for?” And the faithful Aide the message bore, “What in the heck are we whispering for?” And the Captain said in a gentle roar, “What in the heck are we whispering for?” “Whispering for?” the echo rolled; And the Sergeant whispered, “I have a cold. Strictly Germ-proof The Antiseptic Baby and the Prophylactic Pup Were playing in the garden when the Bunny gamboled up; They looked upon the Creature with a loathing undisguised;— It wasn't Disinfected and it wasn't Sterilized. They said it was a Microbe and a Hotbed of Disease; They steamed it in a vapor of a thousand-odd degrees; They froze it in a freezer that was cold as Banished Hope And washed it in permanganate with carbolated soap. In sulphurated hydrogen they steeped its wiggly ears; They trimmed its frisky whiskers with a pair of hard-boiled shears; They donned their rubber mittens and they took it by the hand And elected it a member of the Fumigated Band. There's not a Micrococcus in the garden where they play; They bathe in pure iodoform a dozen times a day; And each imbibes his rations from a Hygienic Cup— The Bunny and the Baby and the Prophylactic Pup. The Legend Of The First Cam-u-el: An Arabian Apologue Across the sands of Syria, Or possibly Algeria, Or some benighted neighborhood of barrenness and drouth, There came the Prophet Samu-u-el Upon the Only Cam-u-el – A bumpy, grumpy Quadruped of discontented mouth. The atmosphere was glutinous; The Cam-u-el was mutinous; He dumped the pack from off his back; with Horrid grunts and squeals He made the desert hideous; With strategy perfidious He tied his neck in curlicues, he kicked his paddy heals. Then quoth the gentle Sam-u-el, “You rogue, I ought to lam you well! Though zealously I’ve shielded you from every grief and woe, It seems, to voice a platitude, You haven’t any gratitude. I’d like to hear what cause you have for doing thus and so!” To him replied the Cam-u-el, “I beg your pardon, Sam-u-el, I know that I’m a Reprobate, I know that I’m a Freak; But, oh! This utter loneliness! My too-distinguished Onliness! Were there but other Cam-u-els I wouldn’t be unique.” The Prophet beamed beguilingly. “Aha,” he answered, smilingly, “You feel the need of company? I clearly under- stand. We’ll speedily create for you The corresponding made for you – Ho! Presto, change-o, dinglebat!” – he waved a potent hand, And lo! From out Vacuity A second Incongruity, To wit, a Lady Cam-u-el was born through magic art. Her structure anatomical, Her form and face were comical; She was, in short, a Cam-u-el, the other’s counter- part. As Spaniards gaze on Aragon, Upon that Female Paragon So gazed the Prophet’s Cam-u-el, that primal Desert Ship. A connoisseur meticulous, He found her that ridiculous He grinned from ear to auricle until he split his lip! Because of his temerity That Cam-u-el’s posterity Must wear divided upper lips through all their solemn lives! A prodigy astonishing Reproachfully admonishing Those wicked, heartless married men who ridicule their wives.

Habits of the Hippopotamus

The hippopotamus is strong
And huge of head and broad of bustle;
The limbs on which he rolls along
Are big with hippopotomuscle.

He does not greatly care for sweets
Like ice cream, apple pie, or custard,
But takes to flavor what he eats
A little hippopotomustard.

The hippopotamus is true
To his principles, and just;
He always tries his best to do
The things one hippopotomust.

He never rides in trucks or trams,
In taxicabs or omnibuses,
And so keeps out of traffic jams
And other hippopotomusses.
- See more at: http://allpoetry.com/Habits-of-the-Hippopotamus#sthash.SCOa1ZsV.dpuf

 

Habits of the Hippopotamus

The hippopotamus is strong
And huge of head and broad of bustle;
The limbs on which he rolls along
Are big with hippopotomuscle.

He does not greatly care for sweets
Like ice cream, apple pie, or custard,
But takes to flavor what he eats
A little hippopotomustard.

The hippopotamus is true
To his principles, and just;
He always tries his best to do
The things one hippopotomust.

He never rides in trucks or trams,
In taxicabs or omnibuses,
And so keeps out of traffic jams
And other hippopotomusses.
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The Phlebotomous Flea

A Flea who felt phlebotomous
Assailed a Hippopotamus;
The Hippo, he
Sat on the Flea,
And, goodness gracious! what a muss!


Heritage

This is the land that we love; here our fathers found refuge,
Here are the grooves of their plows and the mounds of their graves;
These are the hills that they knew and the forests and water,
Glorious rivers and seas of rejuvenant waves.

This is our heritage, this that our fathers bequeathed us,
Ours in our time, but in trust for the ages to be;
Wasting or husbanding, building, destroying, or shielding,
Faithful or faithless — possessors and stewards are we.

What of our stewardship? What do we leave to our children?
Crystalline, health-giving fountains, or gutters of shame?
Fields that are fertile, or barrens exhausted of vigor?
Burgeoning woodlands, or solitudes blasted by flame?

Madly we squander the bounty and beauty around us
Wrecking, not using, the treasure and splendor of earth;
Only is grief unavailing for glory departed —
Only in want do we count what the glory is worth.



Habits of the Hippopotamus

The hippopotamus is strong
And huge of head and broad of bustle;
The limbs on which he rolls along
Are big with hippopotomuscle.

He does not greatly care for sweets
Like ice cream, apple pie, or custard,
But takes to flavor what he eats
A little hippopotomustard.

The hippopotamus is true
To his principles, and just;
He always tries his best to do
The things one hippopotomust.

He never rides in trucks or trams,
In taxicabs or omnibuses,
And so keeps out of traffic jams
And other hippopotomusses.
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Habits of the Hippopotamus

The hippopotamus is strong
And huge of head and broad of bustle;
The limbs on which he rolls along
Are big with hippopotomuscle.

He does not greatly care for sweets
Like ice cream, apple pie, or custard,
But takes to flavor what he eats
A little hippopotomustard.

The hippopotamus is true
To his principles, and just;
He always tries his best to do
The things one hippopotomust.

He never rides in trucks or trams,
In taxicabs or omnibuses,
And so keeps out of traffic jams
And other hippopotomusses.
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Habits of the Hippopotamus

The hippopotamus is strong
And huge of head and broad of bustle;
The limbs on which he rolls along
Are big with hippopotomuscle.

He does not greatly care for sweets
Like ice cream, apple pie, or custard,
But takes to flavor what he eats
A little hippopotomustard.

The hippopotamus is true
To his principles, and just;
He always tries his best to do
The things one hippopotomust.

He never rides in trucks or trams,
In taxicabs or omnibuses,
And so keeps out of traffic jams
And other hippopotomusses.
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dimecres, 14 de gener del 2015

It was a time of great and exalting excitement. The country was up in arms, the war was on, in every breast burned the holy fire of patriotism; the drums were beating, the bands playing, the toy pistols popping, the bunched firecrackers hissing and spluttering; on every hand and far down the receding and fading spread of roofs and balconies a fluttering wilderness of flags flashed in the sun; daily the young volunteers marched down the wide avenue gay and fine in their new uniforms, the proud fathers and mothers and sisters and sweethearts cheering them with voices choked with happy emotion as they swung by; nightly the packed mass meetings listened, panting, to patriot oratory which stirred the deepest deeps of their hearts, and which they interrupted at briefest intervals with cyclones of applause, the tears running down their cheeks the while; in the churches the pastors preached devotion to flag and country, and invoked the God of Battles, beseeching His aid in our good cause in outpouring of fervid eloquence which moved every listener. It was indeed a glad and gracious time, and the half dozen rash spirits that ventured to disapprove of the war and cast a doubt upon its righteousness straightway got such a stern and angry warning that for their personal safety’s sake they quickly shrank out of sight and offended no more in that way. Sunday morning came — next day the battalions would leave for the front; the church was filled; the volunteers were there, their young faces alight with martial dreams — visions of the stern advance, the gathering momentum, the rushing charge, the flashing sabers, the flight of the foe, the tumult, the enveloping smoke, the fierce pursuit, the surrender — them home from the war, bronzed heroes, welcomed, adored, submerged in golden seas of glory! With the volunteers sat their dear ones, proud, happy, and envied by the neighbors and friends who had no sons and brothers to send forth to the field of honor, there to win for the flag, or, failing, die the noblest of noble deaths. The service proceeded; a war chapter from the Old Testament was read; the first prayer was said; it was followed by an organ burst that shook the building, and with one impulse the house rose, with glowing eyes and beating hearts, and poured out that tremendous invocation

Then a hand was laid on my shoulder and I 
shrank together with a crash. It was the policeman. 
He scanned me austerely and said : 

"Where did you get that overcoat?" 

Although I had not been doing any harm, I had 
all the sense of being caught — caught in something 
disreputable. The officer's accusing eye and unbe- 
lie\ang aspect heightened this effect. I told what 
had befallen me at the house in as straightforward a 
way as I could, but I was ashamed of the tale, and 
looked it, without doubt, for I knew and felt how 
improbable it must necessarily sound to anybody, 
particularly a policeman. Manifestly he did not 
believe me. He made me tell it all over again, then 
he questioned me: 

"You don't know the woman?" 

"No, I don't know her." 

"Haven't the least idea who she is: 

"Not the least." 

"You didn't tell her your name?" 

"No." 

"She didn't ask for it?" 

"No." 

"You just asked her to lend you the overcoat, 
and she let you take it?" 

"She put it on me herself." 

"And didn't look frightened?" 

"Frightened? Of course not." 

' * Not even surprised ? ' ' 

156 



DOWN THE RHONE 

"Not in the slightest degree." 

He paused. Presently he said: 

*'My friend, I don't believe a word of it. Don't 
you see, yourself, it's a tale that won't wash? Do 
you believe it?" 

*'Yes. I know it's true." 

"Weren't you surprised?" 

"Clear through to the marrow!" 

He had been edging me along back tu the house. 
He had a deep design; he sprung it on me now. 
Said he: 

"Stop where you are. I'll mighty soon find out!" 

He walked to the door and up the steps, keeping 
a furtive eye out toward me and ready to jump for 
me if I ran. Then he pretended to pull the bell, and 
instantly faced about to observe the effect on me. 
But there wasn't any; I walked toward him instead 
of running away. That unsettled him. He came 
down the steps, evidently perplexed, and said : 

"Well, I can't make it out. It may be all right, 
but it's too many for me. I don't like your looks 
and I won't have such characters around. Go along, 
now, and look sharp. If I catch you prowling around 
here again I'll run you m." 

I found Smith at the Water Color dinner that 
night, and asked him if it were merely my face that 
had enabled me to borrow the overcoat from a 
stranger, but he was surprised and said : 

"No! WTiat an idea — and what intolerable con- 
ceit ! She is my housekeeper, and remembered your 
drawling voice from overhearing it a moment that 
night four or five years ago in my house ; so she knew 

157 



MARK TWAIN 

where to send the police if you didn't bring the coat 
back!" 

After all those years I was sitting here, now, at 
midnight in the peasant hotel, in my night clothes, 
and honoring womankind in my thoughts; for here 
was another woman, with the noble and delicate 
intuitions of her sex, trusting me, a total stranger, 
with all her modest wealth. She entered the room. 
just then, and stood beaming upon me a moment with 
her s\N'eet matronly eyes — then took away the jewelry. 

Tuesday, September 22d. — Breakfast in open air. 
Extra canvas was now to be added to the boat's 
hood to keep the passengers and valises better pro- 
tected during rainstorms. I passed through the vil- 
lagette and started to walk over the wooded hill, the 
boat to find us on the river bank somewhere below, 
by and by. I soon got lost among the high bushes 
and turnip gardens. Plenty of paths, but none went 
to river. Reflection. Decision — that the path most 
traveled ^s-as the one leading in the right direction. 
It was a poor conclusion. I got lost again ; this time 
worse than before. But a peasant of above eighty 
(as she said, and certainly she was very old and 
wrinkled and gray and bent) found me presently and 
undertook to guide me safely. She was vigorous, 
physically, prompt and decided of movement, and 
altogether soldierlike; and she had a hawk's eye 
and beak, and a g>'psy's complexion. She said that 
from her girlhood up to not so very many years ago 
she had done a man's work on a woman's pay on 
the big keel boats that carry stone do^Ti the river, 
and was as good a man as the best, in the matter 

158 



DOWN THE RHONE 

of handling stone. Said she had seen the great 
Napoleon when she was a little child. Her face was 
so \\Tinklcd and dark and so eaglclike that she re- 
minded mc of old Indians one sees out on the Great 
Plains — the outside signs of age, but in the eye an 
indestructible spirit. She had a couple of laden 
baskets with her which I had found heavy after 
three minutes* carrying, when she was finding the 
way for me, but they seemed nothing to her. She 
impressed one rather as a man than as a woman; 
and so, when she spoke of her child that was drowned, 
and her voice broke a little and her lip quivered, it 
surprised me; I was not expecting it. "Grandchild?" 
No — it was her own child. "Indeed? When?" So 
then it came out that it was sixty years ago. It 
seemed strange that she should mind it so long. But 
that was the woman of it, no doubt. She had a frag- 
ment of newspaper — religious — with rude holy wood- 
cuts in it and doubtful episodes in the lives of medi- 
aeval saints and anchorites — and she could read these 
instructive matters in fine print without glasses ; also, 
her eyes were as good at long distances. She led 
hither and thither among the paths and finally 
brought me out overlooking the river. There was a 
steep sandy frontage there, where there had recently 
been a small landslide, and the faint new path ran 
straight across it for forty feet, like a slight snow 
track along the slant of a very steep roof. I halted 
and declined. I had no mind to try the crumbly 
path and creep and quake along it with the boiling 
river — and maybe some rocks — under my eluow 
thirty feet below. Such places turn my stomach. 

dimarts, 6 de gener del 2015

The man walking ahead of her was white, too-coat, pants, surgical mask at present dangling below his chin, tight ugly cap around his hair.

20 MINUTES "Thank God you finally made it!" Lola cried, "Ian's been pissing
himself!"
"Shut up! Drop dead!" Petronella rasped, and slapped the papers
out of Lola's hand as she offered them. "I don't give a fart who we have
on the show, not if it's the stinking King of England! I sure as hell am
not going out looking like this!"
"You won't have to, baby," Terry soothed, Inspecting the
discolored tresses. Lola, on the point of weeping, went down on hands
and knees to reclaim the scattered papers. "Lord, though, why didn't
you have it done at Guido's same as usual?"
"This happened at Guido's."
"What?" Terry was horrified. He insisted on everyone he handled
having their hair washed, styled, cut at Guido's, because it was the only
place in New York where they guaranteed their shampoos were done
with imported rainwater. They shipped it specially from Chile.
"Silver nitrate," Petronella sighed. "I contacted Guido at home and
blew my stack, and he checked up and called back almost weeping.
Seems they've been rain-making down there-remember I had a
rainmaker on the show last year? Guido thinks it reacted with the
setting lotion."
Marlon brought a choice of wigs. Terry seized one, and a brush and
comb and aerosol of lacquer. He brutally sabotaged Guido's efforts
into a tight layer close to the scalp and set about re-creating the same
style on the wig.
"Going to take long?" Petronella demanded.
"Couple of minutes," Terry said. He forbore to add that anything
Guide's best stylist could do, he could copy, only in a tenth of the time.
Everyone knew how good he was.
"Thank God. Lola, you bitch, where are my briefings?"
"Here!" the girl snuffled. Petronella flicked through the pages.
"Oh, yes, I remember. Jacob Bamberley-"
"He likes to be called Jack!" Lola cut in."Stuff what he likes. I run this show. Terry baby, we got the man
who sent all that poisoned shit to Africa. Know what I'm going to make
him do? I'm going to make him eat a bowlful of it right at the start of the
show, then come back to him at the end so people can see what it's
done to him."
Turning to the next briefing, she added thoughtfully, "And I shall
definitely call him Jacob."
This was a Globe Relief operation on behalf of Globe Relief. When
it became clear that Kaika's accusations weren't just propaganda, it
had been a matter of panic stations all around. It was no use stressing
the true fact that Globe was the largest aid organization on the planet
and invariably the soonest on the scene of a disaster. Simply because it
was American-based and American-funded, it was tarred with the
Vietnam brush. There was almost certain to be a UN inquiry shortly.
Accordingly State had made it very clear that unless Globe came up
promptly with a full defense the organization would have to be thrown
to the wolves. Inestimable trouble had already been caused by black
militants instantly prepared to believe in chemical genocide.
The obvious steps had naturally been taken. Samples of the
Nutripon still in store had been analyzed and given a clean bill. Now
suspicion had turned on the yeasts and fungi in the hydroponics plant:
could a rogue, akin say to the ergot mold of rye, have infected one
batch of the stuff with a natural psychedelic poison? It would have
helped if they'd had a sample from Noshri to study, but apparently it
had all been consumed or burned during the riots. So it was going to be
a slow job

dimecres, 31 de desembre del 2014

Morte villana, di pietà nemica, di dolor madre antica, giudicio incontastabile gravoso, poi che hai data matera al cor doglioso ond'io vado pensoso, di te blasmar la lingua s'affatica. E s'io di grazia ti voi far mendica, convenesi ch'eo dica lo tuo fallar d'onni torto tortoso, non però ch'a la gente sia nascoso, ma per farne cruccioso chi d'amor per innanzi si notrica. Dal secolo hai partita cortesia e ciò ch'è in donna da pregiar vertute: in gaia gioventute distrutta hai l'amorosa leggiadria. Più non voi discovrir qual donna sia che per le propietà sue canosciute. Chi non merta salute non speri mai d'aver sua compagnia.Piangete, amanti, poi che piange Amore, udendo qual cagion lui fa plorare. Amor sente a Pietà donne chiamare, mostrando amaro duol per li occhi fore, perché villana Morte in gentil core ha miso il suo crudele adoperare, guastando ciò che al mondo è da laudare in gentil donna sovra de l'onore. Audite quanto Amor le fece orranza, ch'io 'l vidi lamentare in forma vera sovra la morta imagine avvenente; e riguardava ver lo ciel sovente, ove l'alma gentil già locata era, che donna fu di sì gaia sembianza.

Io mi senti' svegliar dentro a lo core
Un spirito amoroso che dormia:
E poi vidi venir da lungi Amore
Allegro sì, che appena il conoscia,
Dicendo: "Or pensa pur di farmi onore";
E 'n ciascuna parola sua ridia.
E poco stando meco il mio segnore,
Guardando in quella parte onde venia,
Io vidi monna Vanna e monna Bice
Venire inver lo loco là 'v'io era,
L'una appresso de l'altra miriviglia;
E sì come la mente mi ridice,
Amor mi disse: "Quell'è Primavera,
E quell'ha nome Amor, sì mi somiglia.

divendres, 5 de desembre del 2014

Canto o zelo do Génio, a quem Minerva Deu a guarda da Athenas Lusitana. Musa minha, tu desce, tu conserva Em minha alma essa fúria soberana, Que ateaste na mente de Cervantes, Que tanto pede a raça dos pedantes. 158 POEMAS HERÓI-COMICOS Fervia a papelada, que inspirava O Rancor, e Inveja a vates pobres, E sem rebuço impávida atacava Illustres almas, e talentos nobres, Das batinas, das becas, do Prelado Querendo ver o crédito offuscado Já o invicto Marquez com regia pompa Da risonha Cidade avista os muros. Já toca a larga ponte em áureo coche. Entre os apóstatas da sciência avulta, como prota- gonista, certo estudante de nome Gonçalo, que vai procurar as sopas de um tio, em Mioselha. O êxodo realiza-se no meio de complicações inte- ressantes. A màe de uma tricana, enganada pelo estu- dante Gonçalo, prega a revolta contra os fugitivos e logra reunir gente com que lhes aparece no caminho a pedir contas ao sedutor da filha. Trava-se combate rijo. Gonçalo fica derreado neste prélio, mas, sem querer ouvir os conselhos do tio, continua a madracear em devoto culto à ralaça Ignorância Sendo caixeiro da casa comercial de j. P. Chasse- seau, cujo gerente era William Vright, mas dedicado à literatura, António Aires malquistou-se com Camilo Castelo Branco, parece que por causa de rivalidades entre os partidários das cantoras Beloni e Dabedeille. Apareceram no Eco Popular alusões desagradáveis a Camilo, que escrevia no Jornal do Povo com o pseu- dónimo de «Anastácio das Lombrigas» e que em despique atacou o poema As Comendas, o qual havia produzido escândalo.

Mais tolo que o Moniz, e até que o Costa, 

Menos patife é Couto, e é menos asno. 

Tu, Bernardo, ó sandeu, tu rei dos tolos, 

Não és tão besta, como o besta Anselmo. 

Se dos Burros te fiz protogonista, 

Foi porque soube que o cantor dos burros 

Tinha escolhido Anselmo, e o tinha feito 

Heroe de outro poema a Correiada, 

Em que os feitos de Anselmo, e as manhas suas, 

I>esde o bastardo berço em versos canta: 

De eterno opprobrio alli será coberto, 

Dando ao diabo a estólida baforada , 

Qual nunca os doidos do hospital disseram». 

Mais adiante volta ao assunto: