dimecres, 31 de desembre del 2014

Morte villana, di pietà nemica, di dolor madre antica, giudicio incontastabile gravoso, poi che hai data matera al cor doglioso ond'io vado pensoso, di te blasmar la lingua s'affatica. E s'io di grazia ti voi far mendica, convenesi ch'eo dica lo tuo fallar d'onni torto tortoso, non però ch'a la gente sia nascoso, ma per farne cruccioso chi d'amor per innanzi si notrica. Dal secolo hai partita cortesia e ciò ch'è in donna da pregiar vertute: in gaia gioventute distrutta hai l'amorosa leggiadria. Più non voi discovrir qual donna sia che per le propietà sue canosciute. Chi non merta salute non speri mai d'aver sua compagnia.Piangete, amanti, poi che piange Amore, udendo qual cagion lui fa plorare. Amor sente a Pietà donne chiamare, mostrando amaro duol per li occhi fore, perché villana Morte in gentil core ha miso il suo crudele adoperare, guastando ciò che al mondo è da laudare in gentil donna sovra de l'onore. Audite quanto Amor le fece orranza, ch'io 'l vidi lamentare in forma vera sovra la morta imagine avvenente; e riguardava ver lo ciel sovente, ove l'alma gentil già locata era, che donna fu di sì gaia sembianza.

Io mi senti' svegliar dentro a lo core
Un spirito amoroso che dormia:
E poi vidi venir da lungi Amore
Allegro sì, che appena il conoscia,
Dicendo: "Or pensa pur di farmi onore";
E 'n ciascuna parola sua ridia.
E poco stando meco il mio segnore,
Guardando in quella parte onde venia,
Io vidi monna Vanna e monna Bice
Venire inver lo loco là 'v'io era,
L'una appresso de l'altra miriviglia;
E sì come la mente mi ridice,
Amor mi disse: "Quell'è Primavera,
E quell'ha nome Amor, sì mi somiglia.

divendres, 5 de desembre del 2014

Canto o zelo do Génio, a quem Minerva Deu a guarda da Athenas Lusitana. Musa minha, tu desce, tu conserva Em minha alma essa fúria soberana, Que ateaste na mente de Cervantes, Que tanto pede a raça dos pedantes. 158 POEMAS HERÓI-COMICOS Fervia a papelada, que inspirava O Rancor, e Inveja a vates pobres, E sem rebuço impávida atacava Illustres almas, e talentos nobres, Das batinas, das becas, do Prelado Querendo ver o crédito offuscado Já o invicto Marquez com regia pompa Da risonha Cidade avista os muros. Já toca a larga ponte em áureo coche. Entre os apóstatas da sciência avulta, como prota- gonista, certo estudante de nome Gonçalo, que vai procurar as sopas de um tio, em Mioselha. O êxodo realiza-se no meio de complicações inte- ressantes. A màe de uma tricana, enganada pelo estu- dante Gonçalo, prega a revolta contra os fugitivos e logra reunir gente com que lhes aparece no caminho a pedir contas ao sedutor da filha. Trava-se combate rijo. Gonçalo fica derreado neste prélio, mas, sem querer ouvir os conselhos do tio, continua a madracear em devoto culto à ralaça Ignorância Sendo caixeiro da casa comercial de j. P. Chasse- seau, cujo gerente era William Vright, mas dedicado à literatura, António Aires malquistou-se com Camilo Castelo Branco, parece que por causa de rivalidades entre os partidários das cantoras Beloni e Dabedeille. Apareceram no Eco Popular alusões desagradáveis a Camilo, que escrevia no Jornal do Povo com o pseu- dónimo de «Anastácio das Lombrigas» e que em despique atacou o poema As Comendas, o qual havia produzido escândalo.

Mais tolo que o Moniz, e até que o Costa, 

Menos patife é Couto, e é menos asno. 

Tu, Bernardo, ó sandeu, tu rei dos tolos, 

Não és tão besta, como o besta Anselmo. 

Se dos Burros te fiz protogonista, 

Foi porque soube que o cantor dos burros 

Tinha escolhido Anselmo, e o tinha feito 

Heroe de outro poema a Correiada, 

Em que os feitos de Anselmo, e as manhas suas, 

I>esde o bastardo berço em versos canta: 

De eterno opprobrio alli será coberto, 

Dando ao diabo a estólida baforada , 

Qual nunca os doidos do hospital disseram». 

Mais adiante volta ao assunto: